07 junho 2007

06 junho 2007

A Instrução dos Amantes



_ Diz: amo-te. Vá lá.
_ Por amor de Deus. Eu nunca digo essas barbaridades.
_ Nunca? A ninguém? Não acredito que nunca tenhas dito.
_ Eu não falo dos meus casos passados.
_ Então como é que as pessoas sabem se tu gostas delas ou não?
_ Acho que não é preciso pôr legendas.


Inês Pedrosa

Sabedoria Popular

E diziam na TV:
"Finge, finge até que atinge".

Tu mais?

"Eu mais" - dizes que é descaramento.
Eu digo que é presunção, mas, como a maioria, pode ser ilidida fazendo prova de que "tu mais".

Aqui o julgador sou eu, Prinçusa do Reino da Sua Real Gana, e como tal vigoram a minha lei e as minhas presunções legais, que, em parte, têm como fonte de Direito o Código Civil Português. Ora vejamos:

Artigo 349º do Código Civil
Presunções são as ilações que a lei ou o julgador tira de um facto conhecido para firmar um facto desconhecido.

Artigo 350º Código Civil
1. Quem tem a seu favor a presunção legal escusa de provar o facto a que ela conduz.
2. As presunções legais podem, todavia, ser ilididas mediante prova em contrário, excepto nos casos que a lei proibir.


Esclarecido?
Saudações, Principe do Reino no Meu Coração

05 junho 2007

Incomunicação

Aqui, onde as dúvidas surgem e o coração se sobressalta, a reviravolta acontece e percebo que, de novo, eu mais.
Espírito de montanha russa, animada, desanimada, confiante, frágil, entro comigo em processo de comunicação e incomunicação. Mais o último que o primeiro.
Quero-te aqui, comigo.
Não estás.
Alguém partilha o teu quotidiano. Eu não.
Estás longe, na novidade. Tu estás onde os meus olhos, embora teus, não estão, embora teus e te vendo todos os dias, não te alcançam no plano da física.
Quero-te aqui. Não por capricho. Fazes-me falta.
Repito o teu nome, não para que não me esqueça, mas para não o perder no meio dos kilómetros de letras que me envenenam todos os dias, a cada hora de estudo.
Preciso do teu abraço para prender o espasmo da minha saudade.
Preciso do teu sussurro para acalmar a insónia da tua ausência.
Preciso do teu calor para curar a hipotermia do teu eclipse nestas ruas que conheço, que te conhecem e nos conhecem, que nos viram e ouviram, que guardam segredos que elas perceberam e nos passaram ao lado, onde se fala a língua que sei ouvir e balbuciar.
Mais do que precisar, quero, desejo, anseio.
És meu nesta minha estranha forma de amar. Com os meu silêncios, perguntas caladas, nesta minha incomunicação.
Tu gostas de mim... Eu mais.

02 junho 2007

Podemos não saber bem aquilo que queremos, mas bastam 5 minutos para saber o que não se quer...